quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ser.

Não cabe em mim
Ser alguém.
Se sou eu, poesia.

"Quem tu és?" 
Eu sou o não ser.
O devir,
Em mim, não existe.

O nada é constante.
Constantemente cheio de vazios
E lembranças.
Essa sou eu!
A junção dos fragmentos de mim mesma
E de versos [ainda] não preenchidos.

Capitu.

Místico são seus olhos
Que me guardam
E dão brilho ao meu sorriso.

Mesmo tão longe
Aproximam-me do teu ser.

E me perdem
No âmago do querer.

Contraditório.

Único és teu abraço
 Cria um laço eterno.
  [Cativa-me!]
Me prende a ti
E, depois, permite-me voar
Livre borboleta que sou.

Desconhecido és teu sorriso
Como hei de saber o motivo?
[Não saberei.] 
Apenas me veraniza 
Mesmo nos dias mais frios
Do inverno.